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Casal Lalio

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Cacá Diegues, Gilvane Felipe e Arnaldo Jabor
“Abaixa essa luz aqui no meu rosto cara. Gosto de falar olhando para as pessoas” comenta Arnaldo Jabor no XIII FICA. Dessas conversas o que realmente se guarda são as personalidades fortes dos integrantes do debate. Cacá Diegues e Arnaldo Jabor falando de cinema para pessoas comuns da terrinha do pequi. Pessoas que sabem tanto quanto os da terra do pão de queijo, ou da terra da garoa. Tanto faz a procedência do individuo.

Personalidades que tratam um Cine-Teatro São Joaquim lotado de cinéfilos, professores, estudantes de igual pra igual é raro. Passados alguns instantes aprofundando seu conhecimento em cinema e teoria social volta ao planeta Terra o Sr. Jabor. Fala simples, olhos nos olhos e com muito senso de humor.

Ele e seu companheiro respondem suas perguntas como todo cientista social, negando toda generalidade, mas direcionado seu ponto de vista de acordo com o conhecimento teórico e prático que possuem... Qual seu melhor filme Cacá? “O meu melhor filme sempre será o meu próximo filme” responde ele seguido de risadas do publico.

O que vale lembrar aqui foi uma frase do Jabor sobre a quantidade de pessoas que vão assistir seu filmes no cinema. Quando um filme nacional é exibido por que há leis que o “protegem” de certa forma, não porque o público quer vê-lo. Competição desleal com filmes narcotizantes de Hollywood uma maquina de produção audiovisual que bombardeia o mundo com suas superproduções. “Meu amigo, eu não faço filme pra idiota”. Se o filme tem 100 mil de público sabemos que esses não fazem parte da galera que fica sem entender o filme e sai dizendo que o filme não presta.


Teatro São Joaquim lotado.


O segundo debate aconteceu no dia 17/06 (sexta-feira) no Hotel Casa da Ponte. Chegamos atrasados e quase ficamos em pé, pois a sala onde estava acontecendo o debate estava lotada. Mas logo a organização providenciou cadeiras para todos.

Susi Newborn era a mais simpática, fez todos que estavam presentes darem boas risadas. Ela foi uma das fundadoras do Greenpreace e navegou por alguns anos no navio que se chamava The Rainbow Warriors (Os soldados do arco-iris). Toda a tripulação era contra a caça as baleias. No longa-metragem que se chama The Rainbow Warriors.of Waiheke Island - Os soldados do arco-iris da ilha de Waiheke (homenagem ao navio), há cenas em que alguns dos tripulantes, dentro de botes, se colocam na frente de grandes navios, para impedir a caça e morte das baleias.

No momento em que foi aberto para as perguntas, um senhor se apresentou como ex-prefeito de alguma cidade do interior de Goiás e fez algumas críticas sem fundamento. Uma delas foi que o Cine Teatro São Joaquim só funcionava no período do FICA. O mediador da mesa, teve que interromper e explicar novamente que ali só seriam aceitas perguntas para os diretores sobre os seus filmes. É o que já diziam os antigos: "se não tem nada de interessante para dizer, fique calado".

Os diretores presentes foram:
A Terra da Lua Partida - Diretor Marcos Negrão e André Rangel
Chang hu de ke wang (O desejo da vila de Changhu) - Diretor Xia Chenan
Nourrir l'Animal (Alimentar a besta) - Diretor S. Loius
Diga 33 - Diretor Ângelo Lima
Marcovaldo - Diretores Rafael Andreazza e Cintia Langie( foram representados pelo Alexandre Mattos)
La Moneda - Uma História contemporânea latino americana - Diretor Pedro Dantas
2012 time for change (Tempo de Mudança) - Diretor João Amorim
Teia do Cerrado - Diretora Uliana Duarte
No meio do rio, entre as árvores - Diretor Jorge Bodaznky

da esquerda p/ direita - Jorge Bodanzky, Susi Newborn e Alexandre Mattos

da esquerda p/ direita - Pedro Dantas, João Amorim e Ângelo Lima

Então, as outras fotos da mesa com o diretores não ficaram muito boas.. Por isso postei só essas..