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Casal Lalio

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Mostrando postagens com marcador Quando a mãe chora e o filho não vê. Mostrar todas as postagens
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Galera, essa semana traremos textos em homenagem ao dia das crianças.

Hoje vou dividir com vocês a história dessa cadeirinha que faz parte da minha família...



O meu avô deu de presente para minha mãe quando era criança. Na época ela tinha uns 10 anos (abafa o caso, mas hoje, ela tem 59 anos, viu!). É a filha mais nova de 15 irmãos.

Bem, o tempo passou, minha mãe cresceu e a caderinha ficou de lado. Mas quando os sobrinhos vieram, fizeram a festa. Todos tiravam fotos sentados nela, brincavam, alguns queriam até levar para casa.

Quando minha mãe casou e se mudou para Mato Grosso, ela deixou essa cadeirinha na casa da minha avó, em Iporá (interiorzão de Goiás). Então todos os netos, sobrinhos, vizinhos que iam passear na casa dela, cresceram brincando nessa cadeirinha. Ela resistiu bravamente ao longo dos anos! Diz a lenda, que a cadeira é feita de cipó.. Não sabemos, se é verdade!

Infelizmente, em 2007 quando minha avó faleceu, foi a unica coisa que minha mãe fez questão de pegar da casa dela.

 Depois que casamos, minha mãe resolveu me dar de presente. Trouxe para a nossa casa e pretendo passar para a próxima geração. Quero que os nossos filhos conheçam a historia dessa cadeirinha e que eles brinquem nela, como eu e muitas crianças da nossa familia brincaram.


Feliz Dia das Crianças!
Olá amigos leitores! 
Foi com muita honra que recebi do Casal Lalio a gostosa tarefa de ser repórter por um dia do 11ª Goiânia Mostra Curtas.

Então vamos ao trabalho.

No segundo dia, o festival começou a todo vapor. 
Houve pela manhã a oficina: A fotografia no documentário: questões de técnica de linguagem ministrada por Aloysio Raulino e o Encontro da ABD-GO (Associação Brasileira de Documentaristas – Sessão Goiás) que discutiu a política pública para o desenvolvimento do audiovisual goiano no Hotel Papillon. 

Já no período da tarde a oficina Processos Audiovisuais cocriativos foram ministradas por Igor Amim e Vinicius Cabral e depois teve início a Mostra Competitiva Goiás no Teatro Goiânia, na qual estive presente. Foram exibidos 9 curtas goianos e a solenidade de abertura foi feita por Antonio Leal (Diretor do Fórum Nacional de cinemas).

A primeira exibição da tarde foi Ozorinho: o poeta da imagem de Cássia Queiroz. O curta em forma de documentário conta a história de Ozorinho que aos 60 anos de idade descobre através das lentes de uma câmera que os momentos podem ser eternizados. A partir deste dia passa a registrar todas as histórias da comunidade da qual faz parte.

Logos após foi exibido: Rua 57, N 60, Centro de Michael Valim. O curta conta com a participação do grupo Coró de pau e do grupo de dança Por quá. Através da música e dos movimentos livres da dança, o filme mostra que momentos históricos como o acidente radioativo do Césio 137, não devem jamais ser esquecidos. Por isso o endereço do acidente dá nome ao filme.

Na seqüência foi a vez do curta Verde Maduro de Simone Caetano. O filme tem como atores principais Tiago Benetti (renomado ator de nossa capital) e Cida Mendes (atriz que ficou conhecida nacionalmente pelo personagem Conceça). O filme de ficção é leve e conta uma história de amor. Amores não correspondidos, recados trocados, amores impossíveis.
Enfim... Amores!

cenas de Verde Maduro
Palavras Cruzadas de Mondrian Peixoto foi o quarto filme a ser exibido. O documentário mostra a intolerância e a contradição no discurso de amor feito pelas diversas religiões no país. O filme mostra imagens exibidas em programas de televisão, os discursos feitos por pastores e lideres religiosos. O Curta também leva o depoimento de diversos representantes da comunidade LGBT em Goiás que contam em seus depoimentos as dificuldades sofridas durante toda a vida. O documentário é uma forma de incentivo não declarado a aprovação da PLC 122 que defende não só os direitos de homossexuais como de idosos, negros, índios e toda classe marginalizada.

Julie, Agosto, Setembro de Jarleo Barbosa, conta a história de Julie, vinda da Germânia que tenta em Goiânia encontrar o seu amor. Assim como todos nós, vive diversos desamores até encontrar a felicidade ao lado do homem que a entenda. O filme leva esse nome, pois faz uma comparação do tempo seco em Goiânia nesse tempo com o coração de uma pessoa após ter uma desilusão amorosa. 


Julie

O próximo curta foi Quando a mãe chora e o filho não vê do Movimento do Vídeo Popular. O filme é um documentário que retrata o dia de visitas de uma mãe cujo seu filho é um interno por ter cometido atos infracionais. Mostra também a expectativa que as mães vivem toda semana a espera de um único dia onde podem abraçar e rever seus filhos por algumas horas. Emocionante e tocante.

(In) Cômodo é uma animação de Rodrigo Horse conhecido produtor de filmes trash e que se aventurou pela primeira vez em uma animação e obteve um bom resultado. O filme conta a história de uma família que tem a casa tomada por alguns espíritos no sonho de uma garota.

E partindo para a reta final da mostra desta tarde temos os dois últimos filmes.

Primeiro Nós, João de Renato Cirino que conta a história de João. Que Jõao é esse? Esse João pode ser eu, pode ser você, pode ser qualquer João em qualquer lugar do mundo. O filme conta o dia a dia de João e sua angustias e questionamentos diários muitas vezes sem resposta, mas com uma alegria diária em estar vivo e viver cada momento único.

João
O último filme é Azul cor de terra de Rafael Almeida, faz um alerta para as catástrofes naturais ocorridas em nosso país e em nosso planeta. Onde  na maioria das vezes ocorrem por mau uso do solo por todos nós seres humanos.  Mostra tambem a imponência da cor azul no mundo (no céu, no mar, nas nuvens, no mapa mundi).

Os filmes da tarde deixaram todos animados e entusiasmados para dar seqüência ao festival que continuou durante a noite com a exibição da Mostra Curta Brasil, mas esse repórter que vos escreve não pôde estar presente. Infelizmente.

Bom amigos esse foi o segundo dia do Goiânia Mostra Curtas 2011. Espero que tenham gostado e logo mais terão notícias sobre o terceiro dia. Continuo participando e de olho em tudo para transmitir a vocês. Avante por uma cultura melhor para todos.

Abraços do repórter por um dia
Silvio Santiago.